Francisco Felix X Amargedon – Final Barretos 2005.
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A Cia. de rodeio de propriedade do tropeiro João Ribas Neto, Marca J está de volta. Joãozinho Ribas como é conhecido, ficou uma temporada fora do rodeio, mas entra 2009 com tudo e com uma nova boiada. Casado, pai de duas filhas: Ana Julia, 4 anos e Maria Fernand,a 2 anos, ele reside em Promissão (SP) onde vive com sua esposa Sandra Ribas. Filho de pecuaristas, são-paulino, apreciador de um bom strogonof, Joãozinho nos conta em uma entrevista exclusiva como foi sua trajetória no rodeio, as dificuldades, as conquista e etc. Confira!
João, hoje você está com 28 anos de idade e já tem duas filhas no auge da infância. Como foi a infância do “Joãozinho”?
Desde criança fui criado em meio aos animais e freqüentava curral de gado. Meus avôs eram fazendeiros, isso me aproximou dos animais. Era o que me deixava alegre. Alegria minha e desespero dos peões que trabalhavam na fazenda, pois eu sempre estava montando escondido nas vacas de leite e nos bezerros, vivia fazendo arte.
E de onde veio o interesse em montar uma boiada? Você lembra quando foi?
Lembro sim. Desde 1996 eu gostava de montar em touros…em virtude de um acidente com um touro resolvi parar e fazer minha própria boiada.
Depois que a boiada estava pronta, foi tudo tranquilo ou você teve dificuldade? A comunidade do rodeio te recebeu bem?
Não foi nada fácil. A maior dificuldade sempre foi conseguir arrumar festas. Foi um começo de muita luta. Depois que fui pegando contato com as festas grandes tudo começou a engrenar de uma forma mais tranquila. Como tinha uma boiada nova, mas bem selecionada a comunidade do rodeio me aceitou bem.
E sua família? Como aderiu a idéia de ter um membro tropeiro?
Quando comecei esta idéia não rendeu boa aceitação. Hoje tudo mudou e quando tem um rodeio por perto, lá estão todos eles assistindo a boiada pular.
Qual o ano exato que a Cia. Marca J entrou no rodeio? Qual foi o primeiro touro destaque?
Foi em dezembro de 1999. “Maloqueiro” foi o primeiro touro a se destacar, ele era meu boi de final e derrubou bons competidores na época.
O que prende sua atenção fora do rodeio? Depois do rodeio qual esporte preferido?
Meu hobby é praticar “Wake Board”, adoro ir a uma lagoa praticar, depois do rodeio este é meu esporte preferido.
Quando não está no rodeio e praticando “Wake Boar”, onde podemos te encontrar?
Com certeza me encontrará andando a cavalo, na lida com o gado ou mexendo com meus touros de rodeio.
Dentro do rodeio criamos amigos, ídolos, companheiros de trabalho, etc. Existe algum nome em especial?
Tenho muitos amigos e pessoas que me ajudaram. Porém, uma pessoa em especial, que tenho muito a agradecer é o meu amigo Rogério Paitl da Cia. Rancho Primavera, de Assis (SP). Ele é um grande tropeiro e um dos melhores profissionais de rodeios que eu já vi, tenho um carinho muito grande por ele, além de ser um grande espelho pra mim dentro do rodeio.
O que você almeja no momento?
Todos os tropeiros querem ter sua boiada dentre as melhores do Brasil. Por isso investimos e procuramos o profissionalismo dentro do rodeio, sempre melhorando o nosso plantel. Ou seja, estar entres as melhores boiadas é meu foco no momento.
Bom, você foi dono de uma boiada, parou e agora está com uma boiada nova. Dentre tantos touros, qual seu favorito?
Pelo meu plantel passaram muitos touros bons: “Atrevido”, “Pára Raio”, “Amargedon”, “Iporá” e etc. Neste novo plantel tenho o “Baby”, “Código Penal”, “Réu Primário”, “Império” e outros que se destacam, fica difícil selecionar apenas um. Claro que, o touro que se sobressaiu entre todos os outros foi o “Amargedon”, ele rendeu mais de R$ 600 mil reais em prêmios, dando o título de campeão em festas como: Americana (SP), e Barretos (SP) em 2005, entre tantas outras.
Quem trabalha com rodeio anda muito e com você não foi diferente. Qual rodeio foi especial para você?
Não há dúvidas que foi Barretos em 2005, ano do cinqüentenário da maior festa do peão do Brasil, e “Amargedon” deu o título de campeão ao Francisco Félix, o “Cisquinho”, em uma final que ficará marcada na história do rodeio de Barretos.
Por qual motivo você parou e o que está te trazendo de volta ao rodeio?
Bom, na verdade eu parei para me concentrar um pouco mais na fazenda, porém a saudade dos rodeios bate forte no coração. Foi aí que resolvi me esforçar mais e me dividir entre os afazeres da fazenda e os rodeios e estou de volta.
Cia de rodeio Marca J
Fone (014) 9757-9234
Email: joao_ribas_neto@hotmail.com
Foto: André Silva



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